autoras: Tatiana Alcântara Ribeiro Fernandes, Juliane Di Paula Queiroz Odinino
RESUMO: Este artigo trata de uma pesquisa sobre a escola dos sonhos realizada com crianças frequentantes da Brinquedoteca da FMP, com reflexões sobre o exercício de escuta das crianças e de suas perspectivas acerca da escola idealizada por elas. Houve práticas de observação, intervenção e entrevistas com crianças. Com inspiração etnográfica, foi problematizado o papel da Educação como encontro geracional de Hannah Arendt em diálogo com a Pedagogia do Silêncio de Celso Ferrarezi Júnior, rumo à problematização da escola libertária de Francisco Ferrer y Guardia. Partiu-se das concepções de crianças como sujeitos de direitos e produtoras de cultura e das infâncias compreendidas em sua multiplicidade. A análise destacou concepções inovadoras e inventivas sobre os tempos e o espaço na escola, recreio, diversidade e a alegria. Notou-se um grande sentimento de coletividade e uma compreensão bastante sensível às questões de inclusão na rotina da escola dos sonhos. Constatou-se que as crianças, quando ouvidas com atenção e respeito, para além do olhar adultocêntrico, consolidam-se como partícipes na construção de uma escola de qualidade, pensada para e com elas, imersa numa realidade pedagógica com a qual se identificam, contribuem e colaboram efetivamente para a promoção de práticas inovadoras com viés democrático, diversificado e inclusivo. PALAVRAS-CHAVE: Educação; Infância; Participação da Criança.
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