terça-feira, 14 de abril de 2026

GEMPA 10 ANOS: GÊNERO E EMPODERAMENTO DA MULHER DE PALHOÇA PESQUISA E EXTENSÃO

 RESUMO: Este artigo apresenta o Núcleo de Gênero e Empoderamento da Mulher - GEMPA da FMP, destacando suas principais ações de extensão e pesquisa desenvolvidas 52 desde 2015. O objetivo do GEMPA consiste em promover a reflexão junto à comunidade acadêmica sobre a atual condição da mulher através do contexto histórico-social, que faz com que as diferenças de gênero e suas interseccionalidades sejam percebidas pelo viés da desigualdade, com significativas desvantagens sociais, profissionais e pessoais para as mulheres. O núcleo só foi viabilizado através da realização de parcerias interinstitucionais e de movimentos sociais ao longo de sua trajetória com profícuo diálogo com a comunidade. Vem fazendo uso de diversas linguagens como o teatro, o cinema, rodas de conversa, capacitação, realização de grupos de estudos entre outros cujas ações ultrapassam os muros da instituição. Como resultado destacam-se: realização de filme de longa metragem; duas esquetes de teatro; cinedebates; grupos de estudos e rodas de conversa; colaboração na escrita da Base Comum Curricular do Município de Palhoça; oferecimento de oficinas de geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social bem como a colaboração na organização do curso das Promotoras Legais Populares em Palhoça. PALAVRAS-CHAVE: Gênero; Empoderamento; Extensão.


revista vias reflexivas

“A escola dos meus sonhos”: na voz das crianças da brinquedoteca da Faculdade Municipal de Palhoça

autoras: Tatiana Alcântara Ribeiro Fernandes, Juliane Di Paula Queiroz Odinino


RESUMO: Este artigo trata de uma pesquisa sobre a escola dos sonhos realizada com crianças frequentantes da Brinquedoteca da FMP, com reflexões sobre o exercício de escuta das crianças e de suas perspectivas acerca da escola idealizada por elas. Houve práticas de observação, intervenção e entrevistas com crianças. Com inspiração etnográfica, foi problematizado o papel da Educação como encontro geracional de Hannah Arendt em diálogo com a Pedagogia do Silêncio de Celso Ferrarezi Júnior, rumo à problematização da escola libertária de Francisco Ferrer y Guardia. Partiu-se das concepções de crianças como sujeitos de direitos e produtoras de cultura e das infâncias compreendidas em sua multiplicidade. A análise destacou concepções inovadoras e inventivas sobre os tempos e o espaço na escola, recreio, diversidade e a alegria. Notou-se um grande sentimento de coletividade e uma compreensão bastante sensível às questões de inclusão na rotina da escola dos sonhos. Constatou-se que as crianças, quando ouvidas com atenção e respeito, para além do olhar adultocêntrico, consolidam-se como partícipes na construção de uma escola de qualidade, pensada para e com elas, imersa numa realidade pedagógica com a qual se identificam, contribuem e colaboram efetivamente para a promoção de práticas inovadoras com viés democrático, diversificado e inclusivo. PALAVRAS-CHAVE: Educação; Infância; Participação da Criança. 


Revista Vias Reflexivas 

segunda-feira, 30 de março de 2026

POR UMA NOVA COMPREENSÃO DA INFÂNCIA: EDUCAÇÃO, GÊNERO E DIVERSIDADE CULTURAL A PARTIR DOS USOS DAS TECNOLOGIAS

 Este resumo busca trazer algumas considerações sobre a pesquisa de estágio pósdoutoral desenvolvida junto ao grupo de pesquisa OPE no período de maio de 2014 a fevereiro de 2016. Foi desenvolvida junto a turmas de primeiros anos de duas realidades cotidianas escolares da região da grande Florianópolis, parceiras do projeto maior, a E.E.B. São Tarcísio, localizada no munícipio de São Bonifácio/SC, região da grande Florianópolis (EBST) e Colégio Aplicação da Universidade do Estado de Santa Catarina (CA) em Florianópolis. No contexto da sociedade globalizada buscou-se atentar para a diversidade cultural, conferindo uma atenção especial às novas subjetividades infantis mediadas tecnologicamente, potencializadoras de múltiplas e inovadoras expressões culturais. A análise conferiu uma atenção especial aos momentos considerados mais propícios para a livre expressão, apontados pelas crianças como “momentos livres” no contexto dos usos das novas tecnologias. Assim, a pesquisa foi se delineando pelo interesse justamente nos olhares e nas vozes infantis a respeito de suas compreensões sobre esse espaço mediado tecnologicamente, onde emergem e são negociadas as diferenças identitárias infantis. Na compreensão da experiência da infância contemporânea, admite-se a centralidade que na atualidade as mídias e as novas tecnologias usufruem nas configurações identitárias dos grupos infantis e, sobretudo, seu papel nas normatizações das feminilidades e das masculinidades. Além disso, tem se destacado pelo movimento da globalização das culturas o modelo de vida urbano, industrial e tecnológico em detrimento das manifestações culturais locais/regionais, aliado ao fator da desigualdade socioeconômica. Tendo em vista este cenário, como estratégia metodológica a pesquisa lançou mão da observação participante, através da etnografia, e da pesquisa-intervenção a partir do uso e da problematização dos conteúdos midiáticos e da apropriação das tecnologias digitais disponíveis. A atenção esteve voltada na promoção de trocas interculturais entre as crianças a partir dos usos e das construções narrativas por meio das ferramentas tecnológicas ao alcance das crianças nas duas diferentes realidades escolares, como tablets, laptops educacionais e uma câmera filmadora. Esta estratégia, sob a forma de pesquisa-intervenção visava-se: a) suscitar inovadoras expressões audiovisuais das realidades cotidianas locais infantis; b) promover o intercâmbio de suas inventivas produções simbólicas e culturais infantis, 30 ainda que bastante povoadas e ressignificadas pelos novos contornos das subjetividades contemporâneas mediadas tecnologicamente. Assim, a pesquisa esteve diretamente articulada ao projeto maior pelo avivamento da circulação e da valorização de saberes locais e pela contestação de padrões de gênero, , geração, classe e etnia, cujas vivências, dinâmicas e memórias nos currículos escolares têm encontrado dificuldades de expressão e questionamento. Durante o processo de produção imagética e narrativa houve a valorização e o avivamento das múltiplas vivências e expressões culturais infantis, a partir das interações. Como desdobramento a análise buscou dialogar e problematizar as mais recentes políticas educacionais que atravessam a discussão curricular das mídias e tecnologia no contexto escolar, na defesa da vivência plena da infância, dos princípios democráticos, de combate à discriminação e valorização dos múltiplos saberes e linguagens nos contextos escolares. Palavras-chave: Infância. Tecnologias. Escola.


2017


link

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

"A ESCOLA DOS MEUS SONHOS": NA VOZ DAS CRIANÇAS DA BRINQUEDOTECA DA FACULDADE MUNICIPAL DE PALHOÇA

Pôster publicado no 11o Congresso Nacional de Educação, em co-autoria com Tatiana Alcântara.






 https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/129213 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

“UM ÍNDIO DESCERÁ DE UMA ESTRELA COLORIDA E BRILHANTE”: MEMÓRIAS DE UMA PEDAGOGIA MACUNAÍMICA Juliane Odinino, Takashi Severo


Este relato de experiência traz algumas vivências pessoais e profissionais de seus autores/as, as quais foram reconhecidas como inspiradas pelo sonho de uma identidade nacional diversificada, inventiva, brincante e pós-colonial, na esteira do que idealizou e colocou em prática Mário de Andrade no contexto do movimento modernista brasileiro. Tem o objetivo de produzir um atravessamento dessas questões sobre suas práxis. A primeira autora, como educadora e pesquisadora atuando na formação de professores/as por meio das temáticas da diversidade, da cultura popular e da valorização da infância, e o segundo autor, dramaturgo com atuação voltada no desenvolvimento de projetos educacionais não-escolares, buscam trazer elementos que apontam caminhos e endossam o que denominam uma pedagogia macunaímica, através da inseparabilidade entre arte, ludicidade, cultura popular e operária. Como metodologia optou-se pelo memorial, como relato de experiência dos/as narradores/as perpassado pela história-cultural a qual estão inseridos/as. A reflexão atenta para traços de experiências marcadas pela luta, pela utopia e o potencial de transformação de iniciativas libertárias e macunaímicas nos espaços públicos, no campo da arte e da educação.


https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/riae/article/view/65322